*Com Késia Alves e João Victor Rodrigues

Presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CPTM) da Câmara Legislativa, o deputado Max Maciel (PSOL) voltou a criticar a Viação Marechal, que nesta quarta (28) foi alvo de decisão da Justiça paranaense que proibiu a circulação de 90 veículos da empresa. Segundo o parlamentar, “não é de agora que a empresa demonstra descumprimentos contratuais mesmo tendo sido privilegiados em detrimento das outras”, cita Maciel, que faz referência a algumas decisões das autoridades candangas que, em tese, beneficiam a Marechal. 

Um dos casos, por exemplo, é a questão da renovação da frota da empresa, que deveria ter acontecido em 2020, mas se estendeu até meados de agosto, quando ainda rodavam veículos fabricados em 2013. O TCDF chegou a proibir a Semob de prorrogar os prazos de extensão de frota da companhia.  Ainda assim, a empresa colocou na rua ônibus fora do prazo definido por Lei e também por despachos e acordos com a pasta. “Fica claro que a empresa passa por um problema de administração interna que prejudica a população”, pontua Maciel. 

“Primeiro que precisamos entender os reais motivos da ação judicial, ao que tudo indica, por falta de pagamento”, completa o parlamentar. Ao Jornal de Brasília, a empresa alega que “foi surpreendida pela medida”, ainda que reconheça “pendências entre as partes”, mas diz que “mantém negociação em andamento com a Volvo”.

A empresa sueca é a fabricante dos chassis dos 90 ônibus que foram impedidos judicialmente de rodar nesta quarta. Outros 33 veículos de contingência foram postos em circulação para compensar a ausência. 

A medida reduz a quantidade de veículos disponíveis para o transporte público e afeta a operação de linhas que atendem regiões como Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga. Ao todo, a Bacia 44 conta com uma frota de 530 coletivos. No início da manhã, os ônibus deixaram de operar a partir da garagem da Marechal no P Sul, nas proximidades do terminal rodoviário. 

Segundo as informações divulgadas, os veículos retirados de circulação eram da Volvo, enquanto os coletivos da Mercedes-Benz continuavam operando normalmente. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para garantir a segurança durante o cumprimento da medida judicial. 


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