Por Arthur Leal
Diversos espaços públicos de lazer do Distrito Federal, como praças e quadras poliesportivas, apresentam problemas de conservação. Mato alto, grades enferrujadas e equipamentos quebrados estão entre as reclamações de frequentadores. Embora o Governo do Distrito Federal (GDF) promova iniciativas de reforma e revitalização urbana, alguns espaços ainda enfrentam problemas estruturais e não são contemplados pelas ações.

Entre os locais que necessitam de melhorias estão as quadras públicas do Jardins Mangueiral. O espaço apresenta equipamentos danificados, como a tabela de basquete quebrada, traves corroídas e grades avariadas. Além disso, moradores relatam que a falta de iluminação torna o ambiente perigoso durante a noite.

Morador do bairro, Cauê Seabra afirma que as quadras têm potencial, mas precisam de mais atenção do poder público. “Hoje em dia, a estrutura não está das melhores e apresenta muitos problemas. Mas, para quem frequentou o espaço desde a inauguração, vejo que ele tem uma boa estrutura e bastante potencial, além de estar localizado em um bairro bem situado, geralmente próximo aos condomínios. Acho que falta apenas um olhar mais cuidadoso e alguém que se prontifique a cuidar do local”, afirmou.
Para Cauê, a recuperação dos equipamentos também poderia incentivar a população a frequentar mais o espaço. “Eu acho que, se o espaço fosse reformado, seria muito mais frequentado, porque dá gosto de ver um lugar bem cuidado. Você olha e pensa: ‘Nossa, está tudo novo, tudo organizado’, e isso dá mais ânimo para frequentar o local. Mas, quando vemos o espaço depredado e em condições precárias, não dá vontade de ir”, disse.

A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) teve uma licitação para manutenção de campos esportivos de grama sintética declarada fracassada. O Pregão Eletrônico SRP nº 90004/2026, com valor estimado em R$ 6,43 milhões, contou com a participação de mais de 20 empresas, mas nenhuma atendeu integralmente às exigências do edital. Entre os problemas identificados estavam pendências documentais, descumprimento de requisitos técnicos e reprovação das amostras de materiais apresentadas por três empresas.
A contratação previa serviços em 13 regiões administrativas: Ceilândia, Fercal, Itapoã, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho I, Sobradinho II e Taguatinga. Para 2026, havia previsão orçamentária de aproximadamente R$ 2,5 milhões para a manutenção desses espaços. No entanto, não houve execução desses recursos no âmbito do pregão fracassado. A Secretaria informou que uma equipe de planejamento foi designada para iniciar os procedimentos de uma nova contratação, com previsão inicial de publicação do edital em um a dois meses.

Em junho, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) anunciou a revitalização de 37 quadras esportivas, poliesportivas e de areia. Os investimentos ultrapassaram R$ 5,9 milhões e contemplaram obras de construção, manutenção e reforma em regiões como Paranoá, Itapoã, Riacho Fundo II, Samambaia, Ceilândia, Planaltina e Plano Piloto.
Em 2025, a Novacap também realizou uma licitação de R$ 77 milhões destinada à manutenção e à recuperação de quadras esportivas em todas as regiões administrativas do Distrito Federal, com previsão de cobertura por um ano e possibilidade de prorrogação por até quatro anos.
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