Por Arthur Leal

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), em conjunto com a Polícia Militar, realizou nesta sexta-feira (23) uma coletiva de imprensa para apresentar as medidas de segurança e o planejamento do policiamento para o segundo turno das eleições de 2026. O evento contou com a participação do desembargador João Egmont, vice-presidente do TRE-DF; do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury; e da juíza auxiliar da Presidência, Marília Guedes.

Durante a coletiva, foram apresentadas as estratégias para garantir a segurança no dia da votação, incluindo o efetivo policial mobilizado, as medidas de prevenção a crimes eleitorais e os acordos firmados entre o TRE-DF e as campanhas eleitorais.

Alexandre Patury comentou sobre o efetivo policial e os recursos tecnológicos que serão utilizados durante a votação. Segundo o secretário, cerca de 5 mil policiais militares serão mobilizados especificamente para as eleições, além de outros 1.500 que atuarão no serviço ordinário. Os 614 locais de votação contarão com pelo menos dois policiais militares vinculados à operação eleitoral. O monitoramento também terá o apoio de aproximadamente 14 mil câmeras do sistema DF 360, 1.300 radares e drones das forças de segurança.

“Continuaremos com o contingente estabelecido no primeiro turno, talvez um pouco maior: serão 5 mil policiais militares especificamente para as eleições, além de 1.500 que trabalham no serviço ordinário”, afirmou Patury.

O secretário também explicou o planejamento de segurança para as mobilizações políticas previstas para sábado (24). Os candidatos ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT) e Celina Leão (PP), têm atos programados em diferentes pontos de Brasília. Para evitar possíveis conflitos entre apoiadores, o policiamento será reforçado na Rodoviária do Plano Piloto e nas proximidades dos locais de concentração. “O importante é que a divergência de opiniões políticas não resulte em confronto físico. Isso não é tolerável”, declarou.

Outro ponto abordado foi a conduta dos fiscais eleitorais nos locais de votação. O vice-presidente do TRE-DF, João Egmont, ressaltou que eles devem manter uma postura institucional e neutra, sem utilizar vestimentas padronizadas ou outros elementos que caracterizem propaganda eleitoral coletiva.

“Os fiscais eleitorais devem manter uma conduta estritamente institucional e neutra nas proximidades das seções eleitorais. Fiscal eleitoral não é militante partidário. Ele pode ser militante partidário fora daquele ambiente, mas, naquele ambiente, ele é fiscal”, afirmou Egmont.

As campanhas também firmaram um compromisso para reduzir a propaganda eleitoral irregular. O acordo prevê que não sejam realizados novos investimentos em materiais gráficos a partir da data estipulada e que as campanhas não permitam a fixação irregular desses materiais em equipamentos públicos ou vias públicas. Uma força-tarefa atuará entre a noite de sábado e a manhã de domingo para fiscalizar e recolher materiais, com apoio de órgãos como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o DF Legal. O Tribunal também articulou ações com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para reforçar a limpeza nas proximidades dos locais de votação.

“As duas campanhas não investirão mais em material gráfico a partir daquela data e não consentirão na fixação irregular desse material em equipamentos públicos ou vias públicas”, afirmou a juíza da Comissão de Propaganda Eleitoral do TRE-DF, Marília Guedes.

Entre os dias 5 e 23 de outubro, foram registradas 319 denúncias de propaganda eleitoral irregular no aplicativo Pardal. Desse total, 90 eram relacionadas à propaganda na internet, 29 a vias públicas e 15 a bens públicos. As categorias mencionadas representam parte das denúncias registradas. No período do segundo turno, também foram expedidos 18 mandados de apreensão de materiais irregulares. Somados os dois turnos, o número chegou a 54 mandados.

A célula de inteligência da Secretaria de Segurança Pública continuará em funcionamento até 10 de janeiro de 2027, mantendo o monitoramento de possíveis ocorrências relacionadas ao processo eleitoral.


Fonte