Resumo
- Caixas de autoatendimento estão perdendo espaço nos EUA, com apenas 36% dos comerciantes pretendendo investir nelas.
- Pesquisa nos EUA mostra que 7% menos comerciantes pretendem investir em caixas de autoatendimento em relação a 2025.
- No Brasil, 63% dos consumidores usam caixas de autoatendimento, mas 56% preferem atendimento humano.
Os caixas de autoatendimento vêm perdendo espaço nas lojas dos Estados Unidos. A tecnologia foi citada por apenas 36% dos comerciantes na mais recente pesquisa Voice of the Retail Industry, que foca no setor varejista. Houve uma queda de 7 pontos percentuais em relação a 2025. Junto a isso, chama atenção o maior número de funcionários envolvidos no processo do chamado self-checkout em empresas de grande porte, como os supermercados Walmart e Costco.
Outro movimento que representa um interesse menor pela tecnologia é o fim das lojas automatizadas da Amazon desde 2024. Ficou comprovado que o formato facilitava a vida de quem levava produtos sem pagar, diminuindo os ganhos das empresas, mesmo que em menor escala que roubos tradicionais.
Uma pesquisa a respeito do mercado brasileiro, divulgada pela Globo neste ano, mostrou que o autoatendimento segue em alta por aqui: 63% dos consumidores afirmam utilizar os caixas deste tipo. Ainda assim, a maioria dos clientes prefere ser atendido por humanos (56%). Quase 70% se queixaram da qualidade da tecnologia.
Investimentos em outros tipos de tecnologia

A pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou um interesse muito maior dos empresários por tecnologias como etiquetas eletrônicas (46% contra 35% em 2025) e painéis de pedidos prontos (46% contra 37% em 2025). Isso permite às lojas ajustarem preços e produtos do mostruário mais rapidamente e e de forma automática.
Leitores de códigos de barras (56%) e softwares de contabilidade (55%) ainda são os principais exemplos de tecnologia que seguem liderando no setor. Portanto, mecanismos que prometem facilitar a vida dos funcionários e clientes na hora da compra ainda são o foco, mas não necessariamente a automação.
Interesse segue forte no Brasil

Se nos Estados Unidos há queda de interesse, no Brasil esta tecnologia segue presente. Ainda segundo o estudo da Globo, a solução de autoatendimento ainda é vista como interessante por quem compra poucos itens, justamente pela praticidade e economia de tempo.
Ainda assim, alguns entraves do autoatendimento são lembrados pelos clientes entrevistados. Enquanto apenas 9% dizem utilizar o serviço para não precisar interagir com os funcionários, 56% preferem recorrer ao atendimento humano. O pagamento em espécie também é um motivo para optar pelo caixa tradicional: 37% dos entrevistados evitam o autoatendimento por ficarem limitados ao cartão ou Pix.
Chama o atendente: caixas de autoatendimento perdem força nos EUA
