Na noite desta terça-feira (4) foi a vez do PSDB lançar a candidatura de Paula Belmonte ao Palácio do Buriti. Deputada distrital, ela garantiu que vai até o fim da corrida quando questionado pelo Jornal de Brasília, mesmo com o interesse público de candidatos como José Roberto Arruda (PSD) e Ricardo Capelli (PSB) em uma eventual composição. “Eu sou candidata ao governo do Distrito Federal e vamos mostrar que Brasília tem opção”, declarou. Deputado federal, Reguffe ladeou Belmonte durante todo o evento. O presidente nacional da sigla, deputado Aécio Neves (MG), que celebrou a volta dos tucanos à corrida ao Buriti.
“O PSDB passa por um momento de reconstrução. Hoje o PSDB volta a apresentar proposta, volta a se afirmar. A Paula tem o apoio integral da direção nacional”, pontuou. O último candidato tucano foi Izalci Lucas, hoje no PL, que não chegou a 5% em 2022.
Questionado sobre a posição do partido no cenário nacional, Aécio cravou que “há vida inteligente entre os extremos”, referindo-se ao petismo e ao bolsonarismo, forças hegemônicas na política nacional. “O Brasil é muito maior que Lula e Bolsonaro e a Paula é um bom exemplo disso. Nós estamos animados com os resultados no DF, mas também com o resultado no restante do Brasil”, completou. Apesar da confiança em Paula, os bastidores indicam uma aproximação com chapas que, até o momento, têm se mostrado mais competitivas.
Na convenção do PSB que lançou Capelli, o advogado Luís Felipe Belmonte, esposo da candidata, esteve no evento e cumprimentou candidatos e lideranças pessebistas, num gesto de aproximação entre as candidaturas. A agora candidata do PSDB criticou o envolvimento do BRB no escândalo do Banco Master e cobrou a divulgação do balanço, que ainda não foi entregue pelo GDF ao Banco Central. A ocasião também marcou o lançamento das candidaturas parlamentares.
Surpresa
Uma presença inesperada foi da torcida organizada Ira Jovem do Gama (IJG), que apareceu para marcar o apoio a uma das candidatas e à própria postulante ao Buriti. Cerca de 50 integrantes compareceram uniformizados e com faixas. A reportagem do JBr. tentou contato com os membros, mas nenhum quis gravar entrevistas na ocasião.
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