Celina pede que Secretaria de Educação apure denúncia de perseguição política em escola do Gama

Distrito Federal
Avante abraça Celina Leão e Gim Argello sela apoio à reeleição da governadora

Por Késia Alves e Amanda Karolyne

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (14) que pediu à Secretaria de Educação do DF a apuração de uma denúncia envolvendo um estudante de uma escola do Gama. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que o aluno relata ter precisado se transferir de unidade de ensino por causa de divergências políticas com professores e a direção da escola.

Em entrevista a jornalistas antes de sabatina, Celina afirmou que determinou que a pasta investigue o episódio. Segundo o relato do estudante publicado nas redes sociais, os conflitos estariam relacionados ao apoio dele ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e à oposição de profissionais da escola ao posicionamento político do jovem.

“Teve relatos de jovens que foram agredidos dentro da sua escola. A gente mandou apurar, inclusive, que a Secretaria faça uma apuração daquele caso, daquele jovem que foi abordado e foi expulso da escola”, declarou a governadora.

No vídeo que circula nas redes sociais, o estudante afirma que precisou mudar de escola em meio aos conflitos que atribui à posição política dele. Segundo o relato, professores e o diretor da unidade apoiariam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seriam contrários à opinião do aluno, favorável a Flávio Bolsonaro.

As acusações, no entanto, ainda são apuradas e, até o momento, não existe um posicionamento oficial da Secretaria.

Liberdade de expressão

Ao comentar o caso, Celina defendeu que os estudantes tenham liberdade para expressar opiniões políticas no ambiente escolar e afirmou que as escolas não devem ser utilizadas para doutrinação ideológica.

“A gente quer que a democracia prevaleça, que as pessoas tenham liberdade de votar no domingo do jeito que elas querem. As escolas não são para doutrinação ideológica de ninguém”, afirmou.

A governadora também disse que respeita os profissionais da educação e mencionou o Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro. Segundo ela, a apresentação da banca organizadora do concurso para professores seria uma das ações previstas para a data.


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