Os eleitores do Distrito Federal podem se preparar para votar novamente no dia 25 de outubro. Isso porque, mesmo liderando a disputa pelo Palácio do Buriti com 49,93% dos votos, a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) não atingiu a maioria absoluta de 50% mais um — a cota mínima para se eleger oficialmente no primeiro turno. Com isso, as eleições de 2026 se encaminharam para o segundo turno contra Leandro Grass (PT), que alcançou 34,47% de votos.
“Nós vamos relembrar o que foi o governo do PT aqui no DF”, afirmou Celina ao final da apuração de votos. Ela afirmou que vai continuar trabalhando e vai reforçar para a população o que ela tem entregue nesses anos. “Nosso projeto é o melhor projeto para Brasília, o mais consolidado, da melhor experiência, da melhor entrega. E eu acho que nós estamos do lado certo da história.”
Na ocasião, Celina comemorou que as duas senadoras da chapa, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, foram eleitas. “Nós tivemos 49,93% dos votos, ficou faltando 0,07%. Muito voto. Eu quero agradecer a cada pessoa que confiou no nosso projeto.” Ela reforçou que fez uma campanha limpa e que vão ser mais 21 dias de campanha, com muita alegria e trabalho, dividindo com os compromissos de governo.
Celina citou ainda que seu partido, o Progressistas, elegeu quatro deputados distritais. Por isso e por todas as conquistas da coligação dela, a mandatária está muito feliz. “A gente começou essa campanha com muita dificuldade, todos contra o nosso projeto. Fui muito atacada. Então, chegar a 49,93% dos votos é muita coisa, é só gratidão.”
Ela agradeceu a cada pessoa que saiu de casa para votar, principalmente as pessoas da área rural. E disse ainda que vai buscar o apoio dos outros candidatos ao governo contra Grass. “Acho que isso é natural. Pedir o apoio de todo mundo é questão de humildade. E o apoio nas ruas também”, acrescentou. A postulante falou sobre a eleição polarizada a nível nacional: “O Flávio também saiu muito grande nessa eleição, está muito bem. Isso demonstra que a polarização que todo mundo apostou que não fosse acontecer, aconteceu. Aqui no Distrito Federal não será diferente. Será direita contra esquerda.”
A chefe do Executivo considerou que teve muito voto ideológico e está apostando na polarização para conquistar o segundo turno: “Eu acho que agora no segundo turno a gente vai fazer a maioria com mais tranquilidade.”
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