PELO 21 ganha apoio nacional antes de votação na CLDF

Distrito Federal
PELO 21 ganha apoio nacional antes de votação na CLDF

Às vésperas de voltar ao plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a PELO 21/2026 ganhou respaldo da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), Fernanda Fernandes. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, ela colocou a proposta do DF no centro de uma discussão mais ampla sobre acesso à Justiça e proteção da população em situação de vulnerabilidade.

A proposta será apreciada em segundo turno na próxima terça-feira (18) e prevê que pelo menos 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Distrito Federal seja destinado à Defensoria Pública, com aumento gradual até 2%. Para a presidente da Anadep, medidas desse tipo ajudam a dar estrutura às Defensorias e podem resultar em mais pessoal, tecnologia e presença nos territórios onde há maior demanda por assistência jurídica gratuita.

No artigo, intitulado “Democracia se fortalece quando ninguém fica sem defesa”, Fernanda Fernandes também relaciona o acesso à Justiça ao exercício da cidadania. O texto menciona o acordo firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Anadep e o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que prevê assistência jurídica integral e gratuita a eleitores e candidatos sem condições de contratar defesa particular.

A discussão alcança problemas como fraudes à cota de gênero, violência política, assédio eleitoral no trabalho e dificuldades enfrentadas por idosos, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis. No DF, o defensor público-geral Reinaldo Rossano também associa a ampliação do atendimento à autonomia financeira da instituição. “A realização desse sonho passa necessariamente pela implementação da autonomia financeira da DPDF”, afirmou.

Caso seja aprovada, a PELO 21 poderá reforçar a estrutura disponível para demandas que envolvem desde saúde e moradia até violência doméstica, relações familiares, infância e juventude e direitos do consumidor. A proposta, portanto, vai além da definição de uma parcela do orçamento e é apresentada pela Defensoria como instrumento para acompanhar o crescimento da procura por seus serviços e ampliar o acesso gratuito à Justiça.


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