A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta quarta-feira (1º) a exclusão de parte da área da Serrinha do Paranoá da lista de imóveis públicos que seriam usados como garantia para empréstimos destinados a salvar o Banco de Brasília (BRB).
A proposta inicial havia sido feita pelo ex-governador Ibaneis Rocha, que deixou o cargo recentemente, e foi aprovada pela Câmara Legislativa do DF. No entanto, a inclusão da Serrinha na lista gerou críticas de ambientalistas, acadêmicos, entidades civis e moradores da região, devido à importância ecológica do local.
A Serrinha, situada entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá, é um trecho extenso de cerrado nativo que abriga 119 minas d’água responsáveis por abastecer o Lago Paranoá, manancial estratégico para o fornecimento de água à população do DF.
De acordo com a assessoria do governo, uma parte da área de proteção ambiental da Serrinha será desvinculada da proposta para garantir sua preservação, considerada sensível e de grande relevância ecológica. A governadora determinou que a Secretaria de Meio Ambiente tome providências para criar o Parque da Serrinha, assegurando a destinação definitiva da área para conservação e uso sustentável. A extensão exata da área a ser transformada em parque não foi especificada.
Em março, a Justiça Federal já havia proibido o Governo do DF de vender a área ambiental como medida de socorro ao BRB, citando risco de subavaliação dos imóveis pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
O BRB enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez decorrentes de prejuízos na compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez do Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na aquisição de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco.

