MPDFT realiza escuta protetiva em escola do Paranoá para proteger crianças

Distrito Federal
MPDFT realiza escuta protetiva em escola do Paranoá para proteger crianças

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizou, nesta terça-feira, 25 de março, uma etapa do projeto Escuta Protetiva na Escola Classe Café Sem Troco, localizada no Paranoá. A iniciativa visa fortalecer a rede de proteção infantojuvenil por meio de diálogo direto com a equipe pedagógica da instituição.

Participaram da visita as promotoras de justiça Maria Cristina Viana e Ana Maria Elizabeth Fonseca, o promotor Milton de Carlos Junior, das Promotorias do Paranoá; a promotora Sofia Schlosser, das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente; e a promotora Giselle Trevizo, representando o Núcleo de Enfrentamento à Violência e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Nevesca). A comitiva incluiu ainda os assessores Débora Oliveira e Jeórginys Rocha.

Durante o encontro, o MPDFT colheu demandas urgentes apresentadas pela equipe escolar, relacionadas à segurança e ao processo de aprendizagem. Como encaminhamento, a instituição assumiu o compromisso de avaliar essas questões e dar continuidade às ações de capacitação, consolidando a escola como um território de proteção efetiva e direitos garantidos.

O evento também teve caráter formativo, com orientações sobre a identificação de sinais de risco, incluindo situações de violência doméstica, negligência e abandono moral. Foram detalhados os fluxos de encaminhamento institucional, como o acionamento do Conselho Tutelar e de outros órgãos da rede de proteção, além da importância do registro formal e da documentação de ocorrências para intervenções assertivas.

O projeto Escuta Protetiva na Escola foca na escuta ativa do ambiente escolar e na criação de canais para identificar precocemente situações de vulnerabilidade. A proposta inclui o aprimoramento dos fluxos de atendimento e o encaminhamento adequado de casos envolvendo estudantes em risco, garantindo acolhimento humanizado e técnico. Em regiões com maior vulnerabilidade social, como a área rural do Paranoá, a iniciativa busca aproximar os órgãos de proteção da realidade das escolas e oferecer suporte aos profissionais de educação.

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