Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

Tecnologia
Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

Resumo
  • O DLSS 5 da Nvidia utiliza IA generativa para adaptar materiais e iluminação em jogos em tempo real.
  • A companhia promete gráficos fotorrealistas comparáveis a efeitos especiais de Hollywood, sem comprometer o desempenho dos jogos.
  • Desenvolvedoras como Bethesda, Capcom e Ubisoft apoiam o DLSS 5, que será integrado em jogos como Starfield e Resident Evil: Requiem.

A Nvidia anunciou nessa segunda-feira (16/03), durante a conferência GTC, o DLSS 5, sua nova geração de tecnologia gráfica impulsionada por IA. O lançamento global é previsto para o outono do hemisfério norte — entre setembro e dezembro.

Para quem está acostumado com a tecnologia como um sinônimo de geração de quadros extras, foco do DLSS 3, há uma grande mudança. Agora, a ferramenta usa modelos de IA generativa, combinados a dados de gráficos 3D, para trabalhar na fidelidade visual e na física dos materiais, resultando em visuais fotorrealistas em tempo real.

A Nvidia descreve a novidade como o avanço mais significativo da empresa desde a estreia do ray tracing, em 2018. Em comunicado, compara a qualidade visual pretendida à dos efeitos especiais de Hollywood.

Como a tecnologia atua nos jogos?

O DLSS 5 vai capturar os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo. A partir dessas informações, o modelo de IA insere iluminação e materiais fotorrealistas que permanecem ancorados ao conteúdo 3D original e consistentes quadro a quadro.

De acordo com a Nvidia, a tecnologia aprimora os gráficos através de:

  • Processamento semântico: o sistema foi treinado para analisar um único quadro e identificar elementos complexos da cena, como personagens, tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas.
  • Física de luz e materiais: a IA calcula detalhes específicos, como a dispersão da luz sob a pele humana, o brilho de tecidos finos, a interação luminosa nos cabelos e as condições de iluminação do ambiente (luz frontal, contraluz ou céu nublado).
  • Execução de alto desempenho: todo o processamento neural ocorre em tempo real, com suporte a resoluções de até 4K para garantir a fluidez exigida pelos videogames.

A recepção, no entanto, não foi totalmente positiva. Ao redor do mundo, em posts no X e no Reddit, usuários apresentam preocupações sobre a integração do DLSS 5 com o estilo artístico das obras, por exemplo — há quem chame de AI slop.

Nesse sentido, a empresa reforça que os estúdios poderão controlar intensidade, gradação de cores e mascaramento para “manter a estética única de cada jogo”.

Para os desenvolvedores, a integração ocorrerá pela estrutura Nvidia Streamline, já usada nas tecnologias atuais da empresa. As desenvolvedoras Bethesda, Capcom e Ubisoft já apoiam o projeto, e a ferramenta deve chegar a títulos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e o recém-lançado Resident Evil Requiem.

Ambições além dos games

Durante o evento, o CEO Jensen Huang classificou o lançamento como o “momento GPT para os gráficos”. Para o portal especializado TechCrunch, entretanto, a lógica de combinar dados estruturados com IA generativa deve ser replicada em outros setores.

O portal destaca a citação de plataformas como Snowflake, Databricks e BigQuery pelo executivo, exemplos de repositórios de dados corporativos que as IAs também analisarão para gerar soluções de negócio.

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